Há dez anos, eu deixava o Rio de Janeiro e me mudava pra São Paulo. O terra da garota foi um exercício de descoberta da cidade grande, da liberdade com suas dores e delícias.
Mais que isso: foi um exercício de me encarar de frente, crua, pura, o melhor e o pior ali, expostos. Entender do que eu sou feita, quem eu sou, o que me move, o que me mata. Abraçar cada parte e acreditar em mim.
Eu escrevi tanto, tanto. Me rasguei, estive exposta. Reler os escritos me traz um misto de vergonha e saudade. E que bom que eles existem.
Cheguei aos 28 anos. Dez anos depois eu contabilizo 7 empregos, 2 casamentos, um milhão de planos infalíveis, algumas derrotas, alguns inúmeros porres. Estou aqui.
Minha história com São Paulo, quem diria, teria um fim.
Exatos dez anos. A partir de agora, a história recomeça. Uma nova cidade, um novo continente, uma nova garota. O que será que está guardado pra mim?
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